Capital de giro e FINAME – Crédito Empresarial

emprestimoempresarialMuitas pessoas planejam antes de abrir uma empresa. Pesquisam mercado, fazem um plano de negócios e se preparam financeiramente para o longo período entre o lançamento do negócio e o começo da geração de lucros. Só que comigo foi bem diferente. Depois que saí do meu emprego, resolvi transformar um antigo hobpor em um negócio informal até conseguir um trabalho novo. Assim surgiram as “Massas Dila”, minha empresa. À noite eu preparava as massas na cozinha lá de casa e durante o dia vendia aos amigos, conhecidos e ex-colegas de trabalho. E não é que o pessoal gostou das minhas massas!

Os pedidos cresceram tanto que a cozinha ficou pequena e logo as massas já tomavam conta da sala. Quando as “Massas Dila” já eram um sucesso na vizinhança, surgiu uma proposta de emprego numa empresa. Fiquei dividida, mas deixei meu lado empreendedor falar mais alto. O que começou como uma situação temporária passou a ser um negócio de verdade. Busquei a ajuda do SEBRAE para formalizar meu negócio, tirar nota fiscal, desenvolver a marca e fazer o registro na vigilância sanitária. Com isso pude vender para pequenos mercados da minha cidade. Mas nem tudo foi fácil. Sinceramente, eu não imaginava que dono de empresa trabalhasse tanto. Foram muitas noites e finais de semana estudando opções para melhorar os negócios e resolver os problemas da minha empresa. Depois de tantos obstáculos, as “Massas Dila” viraram até matéria de jornal.

Para deixar minha empresa formalizada, precisei usar minhas economias, abrir uma conta no Itaú e ainda contratar um empréstimo bancário, Itaucred. Junto com o gerente do banco, escolhi a modalidade de empréstimo conhecida como “capital de giro”. Capital de giro nada mais é que um empréstimo com taxa prefixada e pagamento parcelado. A empresa recebe o valor integral de uma só vez e paga em parcelas mensais. Consegui condições ainda melhores usando meus recebíveis como garantia. No novo imóvel eu podia produzir mais, e já tinha dois ajudantes e um vendedor. Foi este vendedor que um dia chegou contente na empresa com a proposta de uma rede de supermercados na região. Mas o carro que eu tinha não ia dar conta das entregas. Eu precisava comprar um pequeno furgão, que custava mais que as economias que eu tinha.

Procurei o banco e o gerente disse que eu poderia fazer um leasing ou um financiamento de veículos. Optei pelo leasing. Assim pude pagar parcelas menores, em um prazo maior, e consegui comprar o furgão. Fornecer para uma rede de supermercados foi uma grande lição. Logo percebi que minha produção era muito manual e eu precisaria ampliar para cumprir minhas entregas. Um dia vi uma máquina que poderia dobrar minha produção e também descobri que poderia comprá-la através do FINAME e o valor da prestação seria bem inferior ao aumento de faturamento que ela traria. E foi aí que finalmente entendi porque mesmo grandes empresas têm dívidas. Só que antes de fazer uma dívida é importante saber qual o crédito certo para o que a gente precisa.

Na minha empresa, o crédito foi como o fermento na massa. Só não esqueça que antes de contratar qualquer crédito é preciso se informar muito bem sobre cada um deles. Leia os contratos com calma, veja quais são as taxas e os juros. Aliás, os juros fazem parte da rotina de qualquer negócio e saber lidar com eles é fundamental para ter sucesso. Toda operação tem um custo. Ele é chamado de Custo Efetivo Total. Como regra geral, eu evito pagar juros mais elevados do que o lucro que eles vão gerar na minha empresa. Se não, acaba faltando dinheiro para pagar os acionistas, no caso eu mesma. Mas quem sabe um dia eu não transformo a minha empresa em S.A., e vendo parte das ações na bolsa de valores? Já imaginou, ‘Massas Dila S.A.’? Pois é, um dia eu chego lá! Ah, se chego!